
Iniciativa dos Missionários Scalabrinianos tornou-se referência no atendimento a migrantes e refugiados na Amazônia
Na próxima segunda-feira, 23 de março, a Casa do Migrante São João Batista Scalabrini, em Manaus, Brasil, celebra cinco anos de missão dedicada à acolhida, proteção, promoção e integração de migrantes e refugiados na região amazônica. A data marca não apenas uma celebração institucional, mas a consolidação de uma resposta concreta da Igreja diante dos desafios das migrações contemporâneas.
A história da Casa está ligada à presença dos Missionários de São Carlos na capital amazonense, iniciada no final de 2008, com os Scalabrinianos assumindo a Paróquia São Geraldo. A posse do primeiro pároco, em 4 de janeiro de 2009, deu início a um trabalho pastoral que, com o passar dos anos, revelaria um forte caráter missionário voltado aos migrantes.
A chegada massiva de migrantes haitianos, especialmente a partir de 2010, expôs a urgência de estruturas de acolhida. Sem alternativas, muitos migrantes passaram a dormir no pátio da própria paróquia. Diante desse cenário, os Scalabrinianos começaram a alugar casas para abrigá-los, ainda que de forma insuficiente frente à crescente demanda.
Esse movimento mobilizou toda a Igreja local, que respondeu com generosidade, abrindo as portas de diversas paróquias para acolher os recém-chegados. Anos depois, com o aumento do fluxo migratório venezuelano, a necessidade de uma estrutura mais organizada e permanente tornou-se ainda mais evidente.
Foi nesse contexto que, em 23 de março de 2021, foi inaugurada a Casa do Migrante São João Batista Scalabrini, consolidando um sonho que nasceu da urgência pastoral e da caridade. Desde então, o espaço tornou-se um verdadeiro sinal de esperança, oferecendo abrigo, orientação e acompanhamento integral a centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Casa do Migrante São João Batista Scalabrini expressa a missão da Igreja de ser presença viva junto aos que mais sofrem, como recorda o carisma scalabriniano: “ser migrante com os migrantes”. Ao longo desses cinco anos, histórias de dor se transformaram em testemunhos de recomeço, graças ao trabalho incansável de missionários, agentes de pastoral e voluntários.
Texto: Vitor da Cruz Azevedo, setor de conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.
Foto: Arquivo regional.




