
Novo voo fretado transportou 75 pessoas em situação irregular no mesmo dia em que o Senado aprovou medidas para agilizar deportações no país
O governo do Chile ultrapassou a marca de 2 mil imigrantes expulsos ao longo de 2026, segundo dados divulgados por autoridades locais na útlima sexta-feira (23/10). O anúncio coincide com a decolagem de mais um voo fretado a partir da capital, Santiago, transportando 75 pessoas em situação migratória irregular, sendo 50 cidadãos colombianos, 14 peruanos e 11 dominicanos, no âmbito da intensificação das fiscalizações de fronteira e permanência no país.
A aceleração dos procedimentos recebeu respaldo legislativo com a aprovação de um projeto de lei pelo senado chileno, voltado a agilizar as deportações administrativas. A nova normativa amplia as prerrogativas policiais, permitindo a entrada em residências mediante autorização judicial para a localização e detenção de estrangeiros com ordens definitivas de expulsão.
As medidas refletem o diretivo do governo liderado por José Antonio Kast, focado no combate à irregularidade documental e no controle ostensivo do fluxo migratório.
A intensificação das deportações em massa e do endurecimento das leis de permanência reacende o debate sobre a garantia de Direitos Humanos e o devido processo legal para populações em mobilidade na América Latina.
Sob a perspectiva dos Missionários Scalabrinianos, a gestão dos fluxos migratórios deve priorizar mecanismos de regularização documental, assistência jurídica e integração social em detrimento de medidas punitivas, assegurando que os direitos fundamentais e a dignidade das pessoas migrantes sejam respeitados perante as legislações nacionais.
Texto: Maria Eduarda Bastos dos Santos, setor de conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.
Foto:Ministério do Interior do Chile.




