
A atividade realizada no Seminário João XXIII abordou a missão scalabriniana diante das transições históricas e atuais da mobilidade humana.
No último domingo, 21 de setembro, cerca de 20 integrantes do Movimento Leigo Scalabriniano (MLS) do ABC paulista participaram de um encontro de formação e retiro no Seminário João XXIII, em São Paulo, Brasil.
O encontro foi assessorado pelos Missionários Scalabrinianos Pe. Alfredo J. Gonçalves e Pe. Luiz Flávio Prigol, que conduziram reflexões sobre a figura de São João Batista Scalabrini diante dos desafios migratórios do século XIX, em paralelo às realidades atuais da mobilidade humana.
As reflexões destacaram a transição da modernidade para a pós-modernidade e os desafios que ela impõe aos missionários e leigos scalabrinianos, exigindo posicionamentos firmes, corajosas e enraizadas no Evangelho.
A programação foi concluída com a Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Luiz Prigol.
Sobre os Leigos Scalabrinianos
A Sociedade São Rafael, organização idealizada por São João Batista Scalabrini em 1889 para apoiar migrantes nos portos de embarque e chegada, completa 136 anos neste sábado, 12 de abril. A data também marca o Dia do Leigo Scalabriniano, instituído para destacar o papel dos fiéis leigos na missão evangelizadora e no serviço junto a migrantes e refugiados.
Fundada em Piacenza, na Itália, a Sociedade São Rafael surgiu como reposta concreta de Dom Scalabrini à crescente realidade migratória da época. Inspirando-se em modelos similares já existentes na Europa, como a sociedade homônima voltada aos imigrantes alemães, Scalabrini propôs uma organização que unisse religiosos e leigos para atender às necessidades morais e materiais das pessoas em mobilidade humana.
A atuação da Sociedade São Rafael foi intensa, embora breve – pouco mais de três décadas – com presença marcante nos portos de Gênova, Nova Iorque e Boston. Ali, leigos e missionários enfrentavam desafios linguísticos, econômicos e sociais para proteger os migrantes de abusos, fraudes e desamparo, oferecendo orientação, acolhida e assistência nas etapas mais vulneráveis da travessia migratória.
Mais do que uma estrutura institucional, a São Rafael representava um modelo de cuidado integral e fraterno, que via nos migrantes não apenas pessoas com direitos, mas irmãos e irmãs a serem amparados com dignidade. Esse modelo permanece atual e inspira, a atuação dos Leigos Scalabrinianos no mundo inteiro
Texto: Vitor da Cruz Azevedo, setor de conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.
Foto: Arquivo pessoal.




