STF analisa acesso de migrantes e refugiados a bolsas de estudo do ProUni
O Supremo Tribunal Federal avaliará se imigrantes e refugiados poderão integrar o Programa Universidade para Todos

O Supremo Tribunal Federal avalia se migrantes e refugiados podem ter acesso a bolsas de estudo em universidades particulares por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni), benefício atualmente destinado a estudantes brasileiros natos ou naturalizados de baixa renda.

A discussão chegou ao tribunal superior em uma ação ajuizada pela Defensoria Pública da União e pelo Ministério Público Federal, instâncias que defendem a inclusão desses estudantes no programa. A controvérsia teve repercussão geral reconhecida, o que significa que a deliberação da corte orientará casos semelhantes em âmbito nacional.

Embora o ProUni restrinja-se a brasileiros, estrangeiros já possuem abertura para participar de outras políticas de ingresso e financiamento do ensino superior brasileiro, a exemplo do Enem, do Sisu e do Fies.

O debate jurídico centra-se em apurar se a garantia constitucional e legal ao direito à educação assegura também a imigrantes e refugiados a participação em programas de bolsas voltados a instituições privadas e mantidos com recursos públicos.

O processo tramita sob a relatoria do ministro Edson Fachin e aguarda definição de pauta para a sessão de julgamento.


Texto: Maria Eduarda Bastos dos Santos, setor de conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.

Foto: AdobeStock e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

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