
Fundado pelo Missionário Scalabriniano Pe. Luigi Favero, CEMLA tornou-se referência em pesquisas relacionadas a mobilidade humana
Neste dia 28 de dezembro, o Centro de Estudos Migratórios Latino-americanos (CEMLA), sediado em Buenos Aires, Argentina, completa 40 anos de fundação. A instituição foi criada em 1985 pelo saudoso Missionário Scalabriniano Pe. Luigi Favero, após a realização das Primeiras Jornadas sobre Imigração e Identidade, em agosto do mesmo ano, e da publicação do primeiro exemplar da revista Estudios Migratorios Latinoamericanos, a primeira publicação acadêmica dedicada exclusivamente aos temas migratórios.
Desde o início, o CEMLA concentrou sua atuação na preservação de fontes documentais relacionadas à imigração na Argentina, com atenção especial à comunidade italiana que chegava ao país, além do Uruguai e Chile. Paralelamente, a instituição organizou congressos e jornadas que reuniram especialistas de diversas áreas das ciências sociais da Argentina e de outros países latino-americanos.
A preocupação em resgatar a documentação das migrações históricas ampliou-se, ao longo dos anos, para o estudo e registro das migrações contemporâneas, consideradas fundamentais para compreender os processos sociais e culturais da região. A integração dessas migrações à história latino-americana segue como um dos eixos permanentes de trabalho do Centro de Estudos Migratórios.
O CEMLA mantém a primeira biblioteca especializada e dedicada exclusivamente às migrações na Argentina. O acervo reúne mais de quatro mil volumes entre livros e publicações seriadas, constituindo-se em referência para pesquisas nacionais e internacionais.
Além da conservação documental e da manutenção do acervo bibliográfico, o Centro desenvolve pesquisas e produz publicações de consulta frequente para estudiosos e instituições que atuam na área das migrações, especialmente no contexto latino-americano.
Texto: Vitor da Cruz Azevedo, setor de conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.
Foto: Arquivo Regional.




