Centro de Pastoral para Migrantes celebra 45 anos de acolhimento e serviço em Cuiabá
Desde 1980, o CPM atua na integração de migrantes e refugiados, oferecendo apoio espiritual, social e humano em Mato Grosso.

Em 17 de agosto, o Centro de Pastoral para Migrantes (CPM), em Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, completa 45 anos de atuação dedicada ao acolhimento e à integração de migrantes e refugiados. Criado a partir da chegada dos Missionários de São Carlos – Scalabrinianos à região, o CPM tornou-se referência na assistência às pessoas em mobilidade humana, promovendo não apenas suporte espiritual, mas também atenção social e humana.

A história do CPM começou ainda nos anos 1970, quando o Pe. Jacyr Braido, CS apresentou as atividades da Congregação Scalabriniana aos Sacerdotes do então Regional Extremo Oeste, em Campo Grande (MS), sondando a possibilidade de presença dos Missionários na região. Em 1979, uma equipe do Centro de Estudos Missionários (CEM), hospedado no Seminário Maior João XXIII, realizou uma pesquisa sobre a realidade migratória em Cuiabá. No mesmo ano, na assembleia provincial, os padres aprovaram a abertura de uma missão na cidade.

A oportunidade ganhou ainda mais força em 1980, quando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou a Campanha da Fraternidade com o tema da migração, sensibilizando a Igreja brasileira para a realidade migratória. A iniciativa contou com apoio da Arquidiocese de Cuiabá e do poder público local, incluindo o prefeito Gustavo Arruda, que doou um terreno de mais de 20 mil metros quadrados para a instalação do Centro.

O CPM foi inaugurado oficialmente em 17 de agosto de 1980, com a presença do Arcebispo Dom Bonifácio Piccinini, autoridades civis e Missionários Scalabrinianos, incluindo o Pe. Luciano Bonoto, então provincial, Pe. João Lorenzato, ecônomo, e Pe. Antônio Gallo, primeiro diretor administrativo da obra, acompanhado pelo Pe. Carlos Verri.

Nos primeiros anos, o CPM concentrou suas ações no acompanhamento de migrantes internos, pessoas em situação de vulnerabilidade e doentes. Com o tempo, passou a acolher imigrantes, especialmente haitianos e venezuelanos, expandindo seus serviços para responder às necessidades emergentes da população em mobilidade humana. Em 27 de fevereiro de 1983, um acordo formal entre a Arquidiocese de Cuiabá e os Missionários de São Carlos resultou na criação da Paróquia Divino Espírito Santo, fortalecendo a presença da Congregação na cidade.

Ao longo de 45 anos, diversos Missionários assumiram a direção do CPM, garantindo a continuidade do trabalho e da missão. Entre eles, Pe. Antônio Gallo, Pe. Antônio Scartazzini, Pe. Artemino Brungarotto, Pe. Antenor Dalla Vecchia, Pe. Leonir Peruzzo, Pe. Adilar Rizzini, Pe. Olmes Milani, Pe. Pedro Freitas Rodrigues, Pe. Valdecir Mayer Molinari e Pe. Mauro Antônio Verzeletti, atual diretor do local.

Hoje, o CPM celebra 45 anos de história, consolidando-se como espaço de acolhimento, solidariedade e promoção humana, reafirmando o compromisso da Igreja e dos Missionários de São Carlos com os migrantes e refugiados que chegam a Mato Grosso, oferecendo oportunidades concretas de integração e dignidade.


Texto: Vitor da Cruz Azevedo, Setor de Conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.

Foto: Arquivo Regional da RNSMM.

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