
Celebração em Sobradinho reuniu a comunidade em torno da oração, da acolhida e da atenção às crianças e adolescentes migrantes e refugiados
A comunidade da Paróquia Bom Jesus dos Migrantes, em Sobradinho, no Distrito Federal, Brasil, celebrou, no último domingo, 27 de setembro, o 112º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. A programação teve início com a Santa Missa e prosseguiu com um momento de convivência e escuta na Basílica Santuário São Francisco de Assis.
Durante a celebração, a comunidade da Paróquia Bom Jesus dos Migrantes se reuniu em oração, reconhecendo na experiência migratória um chamado à fraternidade e à promoção da dignidade humana. Após a Santa Missa, os participantes seguiram para a Basílica Santuário São Francisco de Assis, onde compartilharam um momento de convivência, com oportunidades de troca de experiências e escuta.
Instituído pela Igreja para promover a oração, a reflexão e a atenção às realidades vividas por migrantes e refugiados, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado teve, em 2026, como tema “Mesmo uma só destas crianças”, escolhido pelo Papa Leão XIV a partir da passagem do Evangelho de São Mateus: “Quem recebe uma criança como está em meu nome, a mim recebe” (Mt 18,5). A mensagem do Pontífice chama a atenção para a situação dos menores diretamente envolvidos em experiências de migração e fuga, destacando sua particular vulnerabilidade e a responsabilidade de protegê-los e acolhê-los.
Em sua mensagem, o Papa Leão XIV recorda que cada pessoa possui uma dignidade que não depende de sua condição migratória. Ao tratar especificamente das crianças e adolescentes, o Santo Padre afirma que a atenção da Igreja deve partir de rostos e histórias concretas, evitando que essas pessoas sejam reduzidas a números ou estatísticas.
A celebração reforçou, assim, o compromisso da comunidade em construir espaços de acolhida, respeito e integração para migrantes e refugiados. Para os responsáveis da Paróquia Bom Jesus dos Migrantes, a iniciativa também expressa o desejo de fortalecer os vínculos de fraternidade e tornar concreto o chamado de Cristo à acolhida do próximo.
Ao recordar a Sagrada Família, que também experimentou o drama do deslocamento e do exílio durante a fuga para o Egito (Mt 2,13-15), o Papa Leão XIV confiou os migrantes e refugiados à proteção maternal da Virgem Maria e convidou as comunidades cristãs a se tornarem sinais vivos e credíveis do Evangelho.
Texto: Vitor da Cruz Azevedo, setor de conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.
Foto: Arquivo pessoal.




