Iniciativa do Centro de Atenção aos Migrantes fortalece inserção socioeconômica de mulheres migrantes em Buenos Aires, Argentina
Ao longo de 2025, as participantes tiveram acesso gratuito aos cursos de capacitação, voltados à formação técnica, geração de renda e fortalecimento da autonomia pessoal

O Centro de Atenção aos Migrantes, com sede na Paróquia e Santuário Nossa Senhora Mãe dos Migrantes, em Buenos Aires, Argentina, encerrou, em 2025, as oficinas de costura e tricô destinadas a mulheres que chegam ao país. A iniciativa contou com a parceria do Departamento de Migrações da Arquidiocese de Buenos Aires e o apoio da Scalabrini International Migration Network (SIMN).

Durante o ano, as participantes tiveram acesso gratuito aos cursos de capacitação, voltados à formação técnica, à geração de renda e ao fortalecimento da autonomia pessoal. As oficinas do Centro de Atenção dos Migrantes se consolidaram como espaços de aprendizado e integração, promovendo o desenvolvimento de habilidades práticas e a inclusão social.

Além das atividades de costura e tricô, a programação foi complementada por oficinas temáticas sobre empreendedorismo e acesso a recursos financeiros, realizadas com o apoio de organizações parceiras. A proposta buscou ampliar as possibilidades de inserção socioeconômica das mulheres migrantes atendidas.

Sobre a Paróquia e Santuário Nossa Senhora Mãe dos Migrantes

O Pe. José Guadagnini, em fevereiro de 1959, começou a reformar a pequena casa adquirida pela Congregação e a celebrar a Missa para as pessoas do bairro. Em outubro, recebeu a nomeação de pároco. A partir deste mesmo ano, ali começou a funcionar a sede da Comissão Nacional dos Centros Católicos Italianos e também o jornal italiano “Voce D’Itália”. Em 1960, foi transportada a imagem da Mãe dos Migrantes da catedral para a capela. Tendo a preocupação com a educação das crianças, em 1962 começou a escola paroquial (o prédio da atual escola foi inaugurado em 1969). A Federação das Associações Católicas Italianas na Argentina (FACIA) também fixou ali sua sede a partir de 1963. O atual templo foi inaugurado em 1967. Importante obra tem início em 1971 com o Centro de Estudos Migratórios Latino-americano (CEMLA). A partir de 1973, os padres começam a atender sistematicamente o Hospital Argerich. No dia 12 de dezembro de 1992, o templo foi elevado canonicamente a Santuário Nossa Senhora Mãe dos Migrantes. Aqui também funciona, desde 1993, o escritório da Delegação Arquidiocesana de Migração, tendo um padre scalabriniano como responsável. Ao longo dos anos, muitos grupos de migrantes ali descobriram um espaço para se encontrarem: brasileiros, paraguaios, chilenos, uruguaios e bolivianos.


Texto: Vitor da Cruz Azevedo, setor de conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.

Foto: Arquivo pessoal.

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