
Presente na história de Bahía Blanca desde meados do século XX, a paróquia tornou-se referência pastoral para comunidades migrantes e espaço de acolhida
A Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, situada no Bairro San Martín, em Bahía Blanca, na Argentina, celebra em 25 de dezembro de 2025 os seus 75 anos de criação. Presente na história da cidade desde meados do século XX, a paróquia tornou-se referência pastoral para comunidades migrantes e espaço de acolhida, fé e integração.
A presença Scalabriniana na região começou em 2 de março de 1948, com a chegada do Pe. José Guadagnini, que se tornaria o primeiro pároco da futura comunidade. Com o crescimento populacional do bairro, a distância da igreja matriz e o contexto do Ano Santo de 1950, a Diocese reconheceu a necessidade de uma nova paróquia. Assim, em 25 de dezembro de 1950, foi oficialmente criada a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia.
Entre 1948 e 1950, os primeiros missionários Scalabrinianos construíram a casa paroquial e adquiriram terrenos para consolidar a presença eclesial. Já a seguir, coube ao Pe. Luciano Marangoni impulsionar a ampliação da igreja e parte da construção do colégio paroquial, fortalecendo as estruturas pastorais e educativas da comunidade.
Nos anos 1960, os Scalabrinianos deram novo dinamismo ao Centro Católico Italiano, consolidando-o como espaço de convivência, cultura e fé, especialmente para os imigrantes que chegavam à região. A missão também se estendeu a cidades vizinhas, ampliando a presença pastoral.
A partir dos anos 1970, a paróquia passou a dedicar atenção especial à população chilena e boliviana, abrindo novas frentes de acolhida e integração. Ao longo das décadas, consolidou-se o trabalho dos missionários na Pastoral do Migrante das dioceses do sul da Província de Buenos Aires e da Patagônia, assim como na Comissão Arquidiocesana de Pastoral Migratória (CAPAMI) da Arquidiocese de Bahía Blanca.
Sete décadas e meia após sua criação, a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia segue fiel ao carisma adotado por São João Batista Scalabrini: “Ser migrante com os migrantes”. A celebração dos 75 anos marca não apenas uma data histórica, mas um testemunho vivo da presença da Igreja entre aqueles que estão no caminho.
Texto: Vitor da Cruz Azevedo, setor de conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.
Foto: Arquivo regional.




