Além dos dons e frutos espirituais, o Espírito Santo também concede carismas à Igreja. Os carismas são graças especiais dadas para a edificação da comunidade cristã e para o serviço da missão. A palavra “carisma” vem do grego charisma, que significa “dom gratuito”. São Paulo ensina: “Há, com certeza, diversidade de graças, mas um mesmo é o Espírito(1Cor 12,4).

Os carismas podem assumir muitas formas: pregação, ensino, serviço, música, acolhida, administração, missão, oração, cuidado dos pobres, evangelização, entre tantos outros. Segundo o Catecismo da Igreja Católica:

Os carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por aquele que os recebe, mas também por todos os membros da Igreja. De fato, eles são uma maravilhosa riqueza de graças para a vitalidade apostólica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo; desde que se trate de dons verdadeiramente procedentes do Espírito Santo e exercidos de modo plenamente conforme aos impulsos autênticos do mesmo Espírito, quer dizer, segundo a caridade, verdadeira medida dos carismas.” (CIC, 800).

Os carismas não são sinais de superioridade espiritual. Eles existem para servir. São Paulo compara a Igreja a um corpo: “Ora vós sois corpo de Cristo, e cada um, por sua parte, um dos seus membros.” (1Cor 12,27). Assim como o corpo possui muitos membros com funções diferentes, também a Igreja possui diversos carismas, todos necessários para sua missão.

Ao longo da história, o Espírito Santo suscitou inúmeros carismas na Igreja, especialmente através das congregações religiosas, movimentos e comunidades. O carisma scalabriniano, por exemplo, nasce da inspiração concedida por Deus a São João Batista Scalabrini para acolher, acompanhar e evangelizar, incialmente, os migrantes italianos, e posteriormente, outras nacionalidades.

Os carismas precisam sempre estar em comunhão com a Igreja e orientados para o bem comum. O Papa Francisco recorda: “O mesmo Espírito que confere esta diferença de carismas faz a unidade da Igreja. É sempre o mesmo Espírito. Por conseguinte, diante desta multiplicidade de carismas, o nosso coração deve abrir-se à alegria.” (Audiência Geral, 1º de Outubro de 2014).

Por isso, discernir os próprios dons e colocá-los a serviço da evangelização é parte essencial da vocação cristã.


Texto: Vitor da Cruz Azevedo, setor de conteúdo do Departamento Regional de Comunicação.

Foto: Adobe Stock.

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